sábado, 19 de agosto de 2017


BOM DIA!
NOSSO ESPAÇO GEOGRÁFICO
De vez em quando eu estiro sobre a mesa um desses mapas recentes de Mário Bem Filho para admirar o extraordinário crescimento do nosso espaço geográfico municipal. Devagarinho me deixo ficar tomado por alguns grandes espantos, à medida que reflito sobre erros e acertos que me parecem, como cidadão e experimento nesses mais de cem anos de construção. Uma visão simplista, obrigatoriamente me aparece no confronto com velhos mapas, como o de Octávio Aires de Menezes, referindo-se ao lugarejo do Joazeiro de 1875, já um ponto no mapa do Ceará, de Marcos Macedo, um pedacinho de papel que cabe de sobra numa folha de impressora. Bem recentemente, e nem me lembro ao certo onde fui encontrar, juntei ao meu acervo esse outro mapa que localizei, aqui encimado. Acredito que ele é da fase preliminar das abordagens de Conde Adolphe, Floro Bartholomeu e Pelúsio Macedo, quando estavam tratando de disciplinar a área urbana do futuro município. Nesse mapa que acima reproduzo, veja-se, há a notação de Praça da Liberdade. Esse termo é muito efêmero na história, pois ele aparece relatado no movimento do entorno do 07.09.1910, quando o debate pela emancipação foi para as ruas, orquestrado pela banda de Pelúsio, animada pela primeira página d´O Rebate, e indignada pela fluência verbal de Alencar Peixoto em arrogantes pronunciamentos de comícios no Quadro Grande. Pouco tempo depois, a curta permanência do nome Liberdade cederia para a Praça da Independência, cujo registro aprece-nos em reclames do mesmo O Rebate, mais em cima das ocorrências de 1911. Então para mim, salvo melhor juízo, essa Planta Parcial de Joazeiro, ou é cópia de um original de 1910, ou é uma reconstituição do que se pensou para a época. Macroscopicamente, como sabemos, a vila situa-se às beiradas de terras elevadas como Araripe, Catolé (Horto) e São Pedro (Caririaçú). A interligação do município com a vizinhança no Vale já se via pelas insipientes veredas, estradas precárias existentes nas direções de Iguatu, Crato, São Pedro, Aurora, Missão Velha e Barbalha, basicamente para animais de montar, anteriores aos primeiros fordinhos de bigode que trouxeram para cá a bom peso de dinheiro. Esses primitivos leitos são hoje aberturas bem consolidadas para o que de viário se tem na atualidade, a não ser o acesso para Missão Velha, projetado e em construção, e a velha passagem para Aurora que agora se faz moderna, via Caririaçú. Mas, também, como essa que agora se requinta, até com viaduto, a velha Rodagem, dos tempos do Dr. Coronel Floro, caminho para matar gente desafeta. O mapa só identifica a rua principal, a velha Rua do Arame, por um tempo conhecida como Rua Grande, e desde a informalidade, e sempre, a Rua do Pe. Cícero. Mas, sem melhor identificação podemos relatar outras como se seguem: Rua da Capela (depois, da Matriz), Rua dos Brejos, Rua Nova, as futuras Ruas São José, São Pedro, São Paulo, da Glória e São Jorge. Contudo essa projeção, pelo caráter primário do traçado, parece justificar a larga extensão da praça da Liberdade, permitindo que todas essas ruas nasçam e sigam sentido oeste a partir da futura rua São Francisco. Pelo traçado, essas ruas seriam deslocadas no seu curso para a direção noroeste, como se para atingir a direção de Crato, como saída da cidade. O que podemos ver para pelo menos duas delas no traçado de hoje é ao, contrário, ou desvios nos trechos de Santa Luzia, Alencar Peixoto, para as São Pedro e São Paulo. A Glória ficou mesmo interrompida e mudou de nome. O mapa contempla uma informação que talvez se possa revelar com uma escavação prospectiva, no sitio do Horto, onde Pe. Cícero já tinha seu refrigério, capela e sobrado. Mas aí aparece a citação de um certo “subterrâneo da capela” que provavelmente ninguém saberá explicar, se usual para alguma guarda ou acesso fácil, ou depósito de mantimentos. O “arisco” era muito próximo do que eu mesmo senti na juventude pelos anos 50. Uns duzentos metros para adiante da Praça já assim se nomeava, digamos, na altura da futura, hoje, Rua Santa Luzia, depois da Conceição que também nem se projetava ainda. Na área privilegiada da Rua Padre Cícero no mapa se desenha a existência, provável, de um largo casario de propriedade do patriarca, incluindo residência, “fábrica” e um “lugar de onde se dar as bênçãos”. A considerar que o croquis é fiel ao que de fato se vivia por aquele tempo, esse já era um enorme patrimônio, nascendo na altura da Rua Nova e extremando com a futura Rua São Francisco. A dúvida é que Pe. Cícero reconhecidamente só morou nas proximidades da capela. Essa pode ser vista no desenho com seu formato original, isto é de 1875, retangular, pois só pelos anos 35 em diante adquiriria o perfil de um crucifixo, ampliado e acrescido das capelas lateria (N.Sra. de Lourdes e SS Sacramento, por obra e graça do artista Agostinho Balmes Odisio. Enfim, uma pequena preciosidade perdida no tempo, esse mapa ou sua pretensão encerra detalhes, se verdadeiros, interessantes, como a locação do velho mercado, a estação telegráfica aqui vista fora da residência de Pelúsio, a velha capela no alto do Horto, sob a cura do beato Elias, o italiano que tendo assassinado a mulher, em seu pais, tornou-se ermitão no Joazeiro. Bom dia!

(Postado em Facebook: https://www.facebook.com/renato.casimiro1, em 19.08.2017)
O CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI

CINE SESC (CRATO)
O Cine SESC (Teatro Adalberto Vamozi, SESC, Rua André Cartaxo, 443, Crato), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, desde o último dia 7 e se estendendo até o dia 28 de agosto, com ocorrência semanal, está promovendo uma pequena mostra da arte do gênio japonês Akira Kuerosawa, cujo tema é Viajando com Kurosawa ao Japão Feudal. Assim, já exibiu no último dia 7 o filme RASHOMON, e exibe no dia 21, segunda feira, às 19 horas, o filme os sete samurais (Shichinin no Samurai, Japão, 1954, 207min). Direção de Akira Kurosawa. Sinopse: No século XVI, durante a era Sengoku, quando os poderosos samurais de outrora estavam com os dias contados pois eram agora desprezados pelos seus aristocráticos senhores (samurais sem mestre eram chamados de "ronin"). Kambei (Takashi Shimura), um guerreiro veterano sem dinheiro, chega em uma aldeia indefesa que foi saqueada repetidamente por ladrões assassinos. Os moradores do vilarejo pedem sua ajuda, fazendo com que Kambei recrute seis outros ronins, que concordam em ensinar os habitantes como devem se defender em troca de comida. Os aldeões dão boas-vindas aos guerreiros e algumas relações começam. Katsushiro (Ko Kimura) se apaixona por uma das mulheres locais, embora os outros ronins mantenham distância dos camponeses. O último dos guerreiros que chega é Kikuchio (Toshiro Mifune), que finge estar qualificado mas na realidade é o filho de um camponês que almeja aceitação.

SESSÃO CURUMIM (EEF. JULITA FARIAS, CARIRIAÇÚ)
O Centro Cultural BNB promove de forma itinerante uma sessão de cinema para crianças, denominada Sessão Curumim, com entrada gratuita, exibe no dia 22, terça feira, às 8 horas, na E. E. F. Julita Farias, em Caririaçú, o filme MADAGASCAR(Madagascar, DreamWorks, EUA, 2005, 86 min). Sinopse: O leão Alex é a grande atração do zoológico do Central Park, em Nova York. Ele e seus melhores amigos, a zebra Marty , a girafa Melman e a hipopótamo Gloria, sempre passaram a vida em cativeiro e desconhecem o que é morar na selva. Curioso em saber o que há por trás dos muros do zoo, Marty decide fugir e explorar o mundo. Ao perceberem, Alex, Gloria e Melman decidem partir à sua procura. O trio encontra Marty na estação Grand Central do metrô, mas antes que consigam voltar para casa são atingidos por dardos tranquilizantes e capturados. Embarcados em um navio rumo à África, eles acabam na ilha de Madagascar, onde precisam encontrar meios de sobrevivência em uma selva verdadeira.
CINEMA NORDESTE (CCBNB, JUAZEIRO DO NORTE)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte), realizando sessões semanais de cinema, com entrada gratuita, em seu Auditório, exibe no dia 23, quarta feira, às 18:00 horas, uma mostra sobre o Cinema do Rio Grande do Norte, constando dos seguintes filmes: 

EM TORNO DO SOL (2016, 12 min). Direção: Julio Castro e Vlamir Cruz. Produção: Coletivo For All. Sinopse: Em 1989 uma intensa tempestade solar causou o histórico blackout que assolou o Canadá e os EUA... Tempos depois o aumento das interferências solares tornou os equipamentos eletrônicos obsoletos... O uso de eletricidade é raro.

O MENINO DO DENTE DE OURO (2014, 14 min). Diretor: Rodrigo Sena. Produção: Ori Audiovisual. Sinopse: O curta-metragem conta a história de Wesley, 12 anos, que na ida para o colégio acaba se envolvendo em uma trama perigosa e lucrativa.

CABOCO (2016, 17 min). Direção: Stephanie Bittencourt. Co-realização: Jaya Lupe. Produção: Coletivo Mandinga. Sinopse: Do asfalto à terra semeada, da cultura consumista, carnívora e individualista ao despertar para a sabedoria ancestral, ideais de cooperativismo e busca pela reintegração humano-natureza. O curta documentário etnográfico “Caboco” traz para a tela a vivência na permacultura do agricultor e artesão Aurélio Dantas, guardião do Sítio Alice, em Poço Branco - Rio Grande do Norte. 

JESUÍNO BRILHANTE: O CANGACEIRO (1972, 1h:33min). Direção: William Cobbett. Sinopse: Final do século XIX. Por conta de um primo, assassinado por coronéis da região, Jesuíno adota os ideais abolicionistas e republicanos e jura vingança e sua fama de homem valente se espalha. Arma um grupo e dizima soldados do contingente do Governo. Os coronéis decidem prender o pai de Jesuíno a fim de atrair o rebelde para uma cilada. Jesuíno invade a cidade, mas, traído por um capanga, cai baleado depois de chacinado seu bando. 
CINE CAFÉ VOLANTE (URCA, MISSÃO VELHA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Missão Velha (URCA, Campus Missão Velha, Rua Cel. José Dantas, 932 – Centro), com entrada gratuita, exibe no próximo dia 24, quinta feira, às 19 horas, o filme O CLÃ (El Clan, Dir. Pablo Trapero, 2015, ARG, 110min). Sinopse: Baseado na história de uma das gangues mais conhecidas da Argentina, os Puccio, o filme narra sobre essa família que ficou conhecida na década de 1980 por sequestrar e matar várias pessoas. O clã estava composto pelo pai da família, Arquímedes, seus dois filhos, Daniel e Alejandro, o militar aposentado Rodolfo Franco e mais dois amigos, Roberto Oscar Díaz e Guillermo Fernández Laborde.
CINE CAFÉ VOLANTE (FAMED, BARBALHA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Barbalha (Auditório da Faculdade de Medicina, FAMED-UFCA), com entrada gratuita, exibe no próximo dia 25, sexta feira, às 19 horas, o filme DE REPENTE, NO ÚLTIMO VERÃO (Suddenly, Last Summer, Dir. Joseph L. Mankiewicz, EUA, 1959, 114min). Sinopse: Violet Venable (Katherine Hepburn) é uma rica mulher, que contrata um neurologista (Montgomery Cliff) para tentar descobrir uma maneira de ajudar sua sobrinha (Elizabeth Taylor).

CINE CAFÉ VOLANTE (CASA GRANDE, NOVA OLINDA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Nova Olinda (Fundação Casa Grande), com entrada gratuita, exibe no próximo dia 25, sexta feira, às 19 horas, o filme O ÚLTIMO DOS MOICANOS (Dir. Michael Mann, EUA, 1992, 122 min). Sinopse: No período colonial, durante a guerra entre Inglaterra e França, o homem criado por índios Hawkeye (Daniel Day-Lewis) luta pela justiça e segue os valores moicanos. Ele se apaixona por Cora Munro (Madeleine Stowe), a filha de um oficial britânico e deve enfrentar o desacordo deste.
CINE CAFÉ (CCBNB, JUAZEIRO DO NORTE)

O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte), realizando sessões semanais de cinema no seu Cine Café, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no dia 26, sábado, às 17:30 horas, o filme O INCRÍVEL EXÉRCITO DE BRANCALEONE (L'Armata Brancaleone, Dir. Mario Monicelli, Espanha/França/Itália, 1966, 120min). Sinopse: Brancaleone de Norcia é um cavaleiro errante que é contratado como líder de um pequeno e diversificado grupo que roubaram um pergaminho que lhes dava a posse do reino de Aurocastro.

terça-feira, 15 de agosto de 2017


BOM DIA! (83)
GERALDO APARECIDO BARBOSA
Por Renato Casimiro
Faleceu há poucos dias um querido amigo que bem o conhecemos um dia. Expresso a todos vocês da família o nosso profundo sentimento de tristeza pela morte de Geraldo Aparecido Barbosa. No início de 1972 tivemos a desventura do acidente vascular cerebral de Doralice Soares Casimiro, minha mãe. Dessa trombose ela se recuperaria razoavelmente, embora com algumas sequelas. Isso fez com que meu pai, comerciante estabelecido no comércio de Juazeiro do Norte, com a firma Centro Elétrico (Rua São Pedro, 619), ficasse privado do enorme apoio que minha mãe lhe oferecia com um trabalho solidário e de grande eficiência. Sozinho, meu pai tentou encontrar alguém que o ajudasse na empresa. Quase no fim desse 1972, e daí por diante, meu pai e nós, tivemos a imensa alegria de ter contado com toda a juventude de Geraldo Aparecido Barbosa, quando ele se tornou uma colaborador inestimável de nossa empresa. Filho de dona Nêga e de “seu” José Barbosa (então motorista do DAER – Departamento de Estradas de Rodagem, do governo do Ceará) ele foi reconhecido por minha tia Maria, à época cuidando dos interesses da COHAB-CE, junto ao primeiro conjunto de Casas Populares, ao redor da Rua São Benedito. Começou a trabalhar ba firma e muito cedo logo afloraram de sua pessoa algumas de suas qualidades, diria, virtudes. Foi um profissional corretíssimo. Um caráter excepcional, pessoa de uma idoneidade até dizer basta. De imensa fidelidade, foi inigualável. Depois daí, concluiu o curso secundário, em 1977, no então Segundo Grau, sendo minha irmã, Ana Célia sua madrinha de conclusão de curso. Fez vestibular e começou a cursar a Faculdade de Filosofia no Crato. Era incansável e juntava dia à noite, frequentemente jantando conosco para logo em seguida ir para a Faculdade. Mas em 1979 decidiu ir para São Paulo, seguiu carreira bancária, tendo sido empregado do Bradesco, e tendo se aposentado pelo Banco Santander. Fez estudos universitários, graduando-se como bacharel em Administração de Empresas, pela Faculdade São Marcos, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Procuramos sempre manter essa relação de proximidade a si e sua família, como a seus irmãos (Moésio, Neim, Paula, Donizete, Paulo e Ana Célia), sempre mediada por Geraldo, não obstante a distância e suas reduzidas viagens de volta a Juazeiro do Norte. Essa estima familiar terminou por ser lembrada na família, pois uma irmã de Geraldo tem o mesmo nome de minha irmã, Ana Célia, tendo sido adotado num gesto simpático do casal Nêga e José Barbosa, como se para nos homenagear. Ao se aposentar transferiu-se para a cidade de Tupã, SP, para se dedicar a outras atividades. Ultimamente era representante comercial da empresa Tapetes São Carlos, da progressista cidade de São Carlos, SP. Vez por outra sua família nos brindava com notícias suas, especialmente de suas vitórias, do seu brilho, da sua competência, valores que em parte tivemos a felicidade de vivenciar. Senti muito com essas últimas notícias do seu estado de saúde, até esse capitulo final de sua resistência, tendo se despedido da vida para ir ao encontro de seus pais na eternidade. Vai fazer falta... Faleceu onde residia, na cidade de Tupã, São Paulo, a 20 dias de quando completaria 60 anos de existência, tendo nascido nessa cidade de Juazeiro do Norte, em 28.08.1957. Seu corpo foi cremado em Tupã e as cinzas foram depositadas num cemitério da cidade. Rezaremos por seu repouso e manteremos em sua memória o sentimento inquestionável sobre suas grandes qualidades de homem a serviço do bem. Como bem o disseram: “Quando morremos, deixamos atrás de nós tudo o que possuímos e levamos tudo o que somos.” É o que nos faz pensar, de Geraldo Aparecido Barbosa, à hora amarga dessa partida. 

(Postado, parcialmente, em Facebook: https://www.facebook.com/renato.casimiro1, em 11.08.2017)

O CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI

BIBLIOCINE (FAP, JUAZEIRO DO NORTE)
A Faculdade Paraiso do Ceará (FAPCE) está incluída no circuito alternativo de cinema do Cariri, embora seja restrito aos alunos desta Faculdade. As sessões são programadas para as terças e quintas feiras durante todo o mês de Agosto, nos dias 15, 17, 22, 24, 29 e 30, nos horários de 12:00 às 14:00h, e de 17:00 às 18:30h, na Sala de Vídeo da Biblioteca, na Rua da Conceição, 1228, Bairro São Miguel. Informações pelo telefone: 3512.3299. Neste mês de Agosrto estará em cartaz, o filme DJANGO LIVRE (Django Unchained, EUA, 2013,164min). Direção de Quentin Tarantino. Sinopse: Django (Jamie Foxx) é um escravo liberto cujo passado brutal com seus antigos proprietários leva-o ao encontro do caçador de recompensas alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz). Schultz está em busca dos irmãos assassinos Brittle, e somente Django pode levá-lo a eles. O pouco ortodoxo Schultz compra Django com a promessa de libertá-lo quando tiver capturado os irmãos Brittle, vivos ou mortos. Ao realizar seu plano, Schultz libera Django, embora os dois homens decidam continuar juntos. Desta vez, Schultz busca os criminosos mais perigosos do sul dos Estados Unidos com a ajuda de Django. Dotado de um notável talento de caçador, Django tem como objetivo principal encontrar e resgatar Broomhilda (Kerry Washington), sua esposa, que ele não vê desde que ela foi adquirida por outros proprietários, há muitos anos. A busca de Django e Schultz leva-os a Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), o dono de "Candyland", uma plantação famosa pelo treinador Ace Woody, que treina os escravos locais para a luta. Ao explorarem o local com identidades falsas, Django e Schultz chamam a atenção de Stephen (Samuel L. Jackson), o escravo de confiança de Candie. Os movimentos dos dois começam a ser traçados, e logo uma perigosa organização fecha o cerco em torno de ambos. Para Django e Schultz conseguirem escapar com Broomhilda, eles terão que escolher entre independência e solidariedade, sacrifício e sobrevivência. Este é um filme muito festejado, pois só em 2013 ele foi premiado fartamente: Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Chistoph Waltz); Oscar de Melhor Roteiro Original (Quentin Tarantino); Prêmio Globo de Ouro (Melhor Roteiro de Cinema (Quentin Tarantino); Prêmio Globo de Ouro (Melhor Ator Coadjuvante (Chistoph Waltz); Prêmio MTV Movie Award: Melhor Momento “Que p*** é Essa?” ( Samuel L. Jackson, Kamie Foxx); Prêmio BAFTA de Cinema: Melhor Ator Coadjuvante (Chistoph Waltz); Prêmio BAFTA de Cinema: Melhor Roteiro Original (Quentin Tarantino); Prêmio David di Donatello: Melhor Filme Estrangeiro (Quentin Tarantino); Prêmio Critic´s Choice Award: Melhor Roteiro Original (Quentin Tarantino); Prêmio NAACP Image Award (Melhor Atriz Coadjuvante (Kerry Washington); Prêmio NAACP Image Award (Melhor Ator Coadjuvante (Samuel L. Jackson); Prêmio Nastional Board of Review: Melhor Ator Coadjuvante (Leonardo DiCaprio); Prêmio BET Award Melhor Atris (Kerry Washington); Prêmio AACTA International Award Melhor Roteiro (Quentin Tarantino); Grande Prêmio do Cinema Brasileiro Melhor Filme Estrangeiro (Quentin Tarantino); Prêmio BET Award Melhor Ator (Jamie Foxx); Festival Film Bandung Untuk Film Impor Laga Petualagan Terpuji (Quentin Tarantino).

CINE SESC (CRATO)
O Cine SESC (Teatro Adalberto Vamozi, SESC, Rua André Cartaxo, 443, Crato), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, desde o último dia 7 e se estendendo até o dia 28 de agosto, com ocorrência semanal, está promovendo uma pequena mostra da arte do gênio japonês Akira Kuerosawa, cujo tema é Viajando com Kurosawa ao Japão Feudal. Assim, já exibiu no último dia 7 o filme RASHOMON, e exibe no dia 14, segunda feira, às 19 horas, o filme A FORTALEZA ESCONDIDA (Kakushi-toride no san-akunin, Japão, 1960, 138min). Direção de Akira Kurosawa. Sinopse: Durante o Japão do século XVI, a caminho de casa, um poderoso homem escolta uma bela princesa fugitiva em meio ao território inimigo. Em sua viagem cruzam dois medrosos fazendeiros, que estão tentando retornar para casa depois de fugirem da Guerra Feudal. 

CCBNB MOSTRA TROPICALISMO 50 ANOS
Para comemorar os 50 anos do Tropicalismo no Brasil, movimento de ruptura que sacudiu o ambiente da música popular e da cultura brasileira entre 1967 e 1968, o Centro Cultural do Banco do Nordeste está promovendo uma mostra de cinema com a exibição de dois filmes bem representativos dessa época. As exibições serão no Auiditório do CCBNB. Seus participantes formaram um grande coletivo, cujos destaques foram Caetano Veloso e Gilberto Gil, além de Gal Costa, Tom Zé, os Mutantes, o maestro Rogério Duprat, Nara Leão, José Carlos Capinan e Torquato Neto, formando um grupo que teve também o artista gráfico, compositor e poeta Rogério Duarte como um de seus principais mentores intelectuais. Dia 16, quarta-feira, 16h - Uma Noite em 67 (Dir. Renato Terra/Ricardo Calil, BRA, 2010, 93 min). Sinopse: Final do III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, em 21 de outubro de 1967. Entre os candidatos que disputavam os principais prêmios figuravam Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil com Os Mutantes, Roberto Carlos, Edu Lobo e Sérgio Ricardo, protagonista da célebre quebra do violão no palco e lançado para a plateia, depois das vaias para “Beto Bom de Bola”. Com imagens de arquivo e apresentações de músicas como “Roda Viva”, “Alegria, Alegria”, “Domingo no Parque” e “Ponteio”, o filme registra o momento do tropicalismo, os rachas artísticos e políticos na época da Ditadura Militar e a consagração de nomes que se tornaram ídolos até hoje no cenário musical brasileiro.
Dias 17, quinta-feira, 16h e 19, sábado, 16h - Loki – Arnaldo Baptista (Dir. Paulo Henrique Fontenelle, BRA, 2008, 120 min). Sinopse: Documentário biográfico brasileiro de 2008 de longa-metragem dirigido por Paulo Henrique Fontenelle e produzido pelo Canal Brasil sobre a vida e a obra de Arnaldo Baptista, líder e fundador da banda Os Mutantes, um dos grupos musicais mais importantes da Música Popular Brasileira e fundamental no movimento conhecido por Tropicália. Além do próprio Arnaldo Baptista, vários artistas que acompanharam e participaram da trajetória dos Mutantes e da posterior carreira solo do músico, prestam longos e emocionados depoimentos.

CINE CAFÉ VOLANTE (CASA GRANDE, NOVA OLINDA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Nova Olinda (Fundação Casa Grande), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 18, sexta feira, às 19 horas, o filme BASTARDOS INGLÓRIOS ( EUA/ALE, 2009, 153min). Direção de Quentin Tarantino. Sinopse: Segunda Guerra Mundial. A França está ocupada pelos nazistas. O tenente Aldo Raine (Brad Pitt) é o encarregado de reunir um pelotão de soldados de origem judaica, com o objetivo de realizar uma missão suicida contra os alemães. O objetivo é matar o maior número possível de nazistas, da forma mais cruel possível. Paralelamente Shosanna Dreyfuss (Mélanie Laurent) assiste a execução de sua família pelas mãos do coronel Hans Landa (Christoph Waltz), o que faz com que fuja para Paris. Lá ela se disfarça como operadora e dona de um cinema local, enquanto planeja um meio de se vingar. 

CINE CAFÉ (CCBNB, JUAZEIRO DO NORTE)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte), realizando sessões semanais de cinema no seu Cine Café, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no dia 19, sábado, às 17:30 horas, o filme BYE BYE BRASIL (Bye bye Brasil, Arg./Brasil/França, 1979, 100min). Direção de Carlos Diegues. Sinopse: Salomé (Betty Faria), Lorde Cigano (José Wilker) e Andorinha são três artistas ambulantes que cruzam o país juntamente com a Caravana Rolidei, fazendo espetáculos para o setor mais humilde da população brasileira e que ainda não tem acesso à televisão. A eles se juntam o sanfoneiro Ciço (Fábio Jr.) e sua esposa, Dasdô (Zaira Zambelli), e a Caravana cruza a Amazônia até chegar a Brasília.

CINE ELDORADO (JUAZEIRO DO NORTE)
O Cine Eldorado (Cantina Zé Ferreira, Rua Padre Cícero, 158, Centro, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com a curadoria e mediação do prof. Edmilson Martins, exibe no dia 18, sexta feira, às 19 horas, dentro do Festival de Filmes Inesquecíveis, o filme SHENADOAH (Shenadoah, EUA, Data?, 105min). Direção de Andrew V. McLaglen. Sinopse: Na cidade de Shenandoah, em Virginia, nos Estados Unidos, o rico Charlie Anderson (James Stewart) mantém sua fazenda com a ajuda de sua família em meio à Guerra Civil Americana. Ele tenta manter a mulher e os filhos afastados do tumulto do conflito, mas é obrigado a contrariar seus princípios quando seu caçula é sequestrado por engano por soldados do Norte.

EXPO CAMINOS DE FE: ADRIANA PIMENTEL,ESPÃNA
No convite postado em minha página no Facebook vieram as palavras: “Com grande alegria e gratidão os convido para minha primeira exposição de fotografias! Próxima Quinta-feira, 10 (agosto) na Croqueteca, Barcelona! Venha!!! Vamos celebrar as vitórias da vida e conhecer um pouco sobre as Romarias do Padre Cícero Romão Batista, o Padim Ciço, de Juazeiro do Norte, Ceará - Brasil, meu pedacinho amado desse mundão! Gratidão a Aline Mendes, Valeria Pinheiro Lela, Photographic Social Vision, Josy Maria, Tim Oliveira pela linda e talentosa arte de divulgação, ele é o 'cara'. E a todos que ajudaram de alguma forma! Obrigada, Gracias, Merci! Esse é o recado de Adriana Pimentel sobre quem recolho na sua página da web o seguinte perfil: “SOBRE MIM: Fotógrafa, Jornalista com experiencia em televisão e Pedagoga. Nasceu no Rio de Janeiro, radicalizada no Ceará, Brasil e atualmente Vive em Barcelona, Espanha. Começam os estudos formais sobre a imagen no Curso de Jornalismo, na Universidade de Fortaleza – Unifor, logo especialização em Teorias da Comunicação e da Imagem na Universidade Federal do Ceará, UFC. Curso de audiovisual no Porto Iracema das artes, Ceará. Em Barcelona curso Documental criativo e fotografia contemporânea no CFD Barcelona, Centro de fotografia e Medios Documentais. Experiencia como freelancer no Diário do Nordeste, jornal de circulação estadual no Ceará, como fotojornalista e fotografia comercial. E aniiversários, confraternizações, lançamentos, palestras, retratos, book, familia, Newborn Lifestyle. Com foco na fotografia de espetáculos tivemos a oportunidade de acompanhar a Cia Vatá por três anos, uma companhia de dança renomada con atuações nacionais e internacionais. Ainda nesta área fotografamos espetáculos de música, circo, performace, teatro e contação de histórias. Além de Desenvolver projetos autorais. Exposições: Participação em duas edições daBienal de artes plásticas XIII e XIVUnifor Plástica, Universidade de Fortaleza – Fortaleza- Ceará/Brasil; Participação do projeto coletivo de projeções No Olho da Rua – Brasil; exposições coletivas do Centre Cívic Pati Llimona – Barcelona; Mostra de Projetos do CFD Barcelona, Centro de fotografia e Medios Documentaiscom o projeto Estrelas Ocultas, sobre a condição de trabalho de camareiras de Hoteis. Publicações: Projeto documental publicado na Revista Online Pj:Pr da Universidade de São Paulo/Brasil; Revista Olho de Peixe - IX Bienal Internacional de Dança do Ceará; Revista Nossa Terra – Governodo Ceará; Brasil; Fazendinha – Supermercado. Folders, Cartaz e Cartão postais da Cia Vatá; Revista online: Directa – Barcelona/ Espanha. Jornalista com experiencia nas Televisões: Universidade de Fortaleza, TV Diário e RedeTv realizando as funções de produtora e repórter. A exposição Caminos de fe, com obras fotográficas de Adriana Pimentel foi aberta na Galeria Croqueta, em Barcelona, no último dia 10 e ficará em exposição até 10 de setembro. A exposição tem o apoio na sua realização por duas companhias de brincantes cearenses: a Cia Vatá, dirigida por Valéria Pinheiro, filha dos caririenses Mirian Luna (Barbalha) e Dorgival Pinheiro (Porteiras); e a Cia. Catirina, dirigida por Josy Maria Crispim.

IX Semana de Iniciação Científica
IX SEMANA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA FJN
A Faculdade de Juazeiro do Norte - FJN promoverá a sua IX Semana de Iniciação Científica no período de 25 a 27 de outubro de 2017, com o tema: “Ética, Política e Competências para Reconstruir uma Nação.” A Semana de Iniciação Científica já é um evento consagrado no calendário acadêmico desta Instituição, com o objetivo divulgar e disseminar conhecimentos produzidos nas áreas exatas, humanas e saúde, para ensejar uma maior integração entre professores, alunos e a comunidade regional. Na Programação, constando de conferências, mesas redondas concursos de fotografia e literatura de cordel, a abertura será uma conferência a cargo do professor Rossandro Klinjey, palestrante e escritor, Psicólogo Clínico, Mestre em Saúde Coletiva e Doutor em Psicanálise, a acontecer às 19 horas no Centro de Convenções do Cariri. O palestrante é autor do livro Temas complexos: uma abordagem didática e coautor do livro Educando para a paz. Foi professor universitário por mais de dez anos, quando passou a se dedicar à atividade de palestrante. Hoje, ele atua nas áreas de recursos humanos, motivacional, liderança, perspectivas da educação, relações interpessoais, desenvolvimento emocional, gestão de pessoas, serviço público, cultura de paz, entre outros. Todas as demais etapas da programação, incluindo uma grande mostra de trabalhos científicos a cargo dos alunos da FJN, orientados por dezenas de professores dos diversos cursos (Sistema de Informação, Farmácia, Nutrição, Enfermagem, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Contábeis). A expectativa da FJN é que essa IX SIC será realizada com pleno êxito, e com a participação de cerca de mais de 700 inscritos. 
AVIANCA E TAP: COMPARTILHAMENTO
As companhias aéreas Avianca Brasil e TAP Portugal anunciaram acordo de compartilhamento de voos (code share) para voos a partir do dia 7 de agosto. São cerca de 50 trechos englobados pela parceria. Há voos em Aracaju, Belo Horizonte (Confins), Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Foz do Iguaçu, Goiânia, Ilhéus, João Pessoa, Juazeiro do Norte, Maceió, Natal, Navegantes, Petrolina, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro (Santos Dumont e Galeão), Salvador e São Paulo (Congonhas e Guarulhos). Além disso, os programas de fidelidade Amigo, da Avianca Brasil, e Victoria, da TAP Portugal, podem utilizar os pontos e milhas acumulados na parceria e emitir passagens na Star Alliance. Na prática, isso fica mais fácil de se ter uma efetiva ligação com a Europa, a partir de Fortaleza. Por exemplo, na Ida, JDO-LIS, o roteiro pode incluir o trecho JDO-FOR através do Avianca 6378, partindo às 18:45 e com previsão para desembarque em Fortaleza às 19:45 (mas geralmente é menos, posto que o vôo dura cerca de 40min). Isso permite o reembarque para Lisboa, através do TAP 36, que decola às 23:05. Já para a VOLTA, o voo LIS-FOR chega a Fortaleza diariamente às 20:40, o que não permite mais reembarque próximo para Juazeiro, tendo que necessariamente o passageiro pernoitar em Fortaleza. Contudo, já foi noticiado anteriormente que a TAP estava disposta a um segundo vôo diário na rota FOR-LIS, mas até o momento, transcorrido mais que 8 meses do anunciado, isso não foi implementado. Pode ser que a nova administração do Pinto Martins enseje outra opção na rota de Portugal e até mesmo de outros destinos incluindo o aeroporto de Frankfurt. Mas, a notícia quente foi, como antecipou Daniel Walker no Portal de Juazeiro seria a “venda” do Aeroporto Regional do Cariri. A notícia chegou sacudindo a opinião em setores esclarecidos e interessados junto às classes produtoras, porque aparentemente contraditório, ao tempo em que a Infraero dá sinais de recuperação depois de brutais déficits, já se pensa em vende-la, em até 50% de seu patrimônio. O governo tem alimentado o noticiário e já se fala em concessões em três blocos. O Santos Dumont (RJ) encabeçaria um dos três blocos, que teria ainda outros cinco ativos: Vitória (ES), Macaé (RJ), Jacarepaguá (RJ), Pampulha (MG) e Carlos Prates (MG), num valor mínimo de R$ 1,7 bilhão. Recife comanda um lote de aeroportos localizados na região Nordeste, que teria ainda os seguintes terminais: Maceió, São Luís, João Pessoa, Teresina, Aracaju, Juazeiro do Norte (CE), Imperatriz (MA), Paulo Afonso (BA), Parnaíba (PI) e Campina Grande (PB), por um preço mínimo de R$ 2,2 bilhões. O terceiro lote seria formado pelos aeroportos de Mato Grosso. Cuiabá lidera e os outros menores seriam os de: Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta e Barra do Garças, por um preço de R$ 200 milhões. Dizem as fontes que cada lote está composto por pelo menos um que é o “filé”, que ase acompanharia com um contrapeso de osso, por se tratarem de aeródromos que não são superavitários o suficiente para se manter na esfera da Infraero. No caso de Juazeiro do Norte, sabendo-se o quanto é superavitário, o único osso duro de roer tem sido a má vontade expressa do governo brasileiro que coloca toda solução para o Regional do Cariri na conta de péssimos representantes políticos, a maioria não resistente a uma investigação séria. No duro, se vier mesmo isso que se chama de concessão, mas que de fato é uma venda disfarçada, é provável que alguém compre porque Recife é importante e o bloco seria formado. Aí, dificilmente ele seria inativado.

HOMENAGENS & NOVOS LOGRADOUROS
Apesar de se dizer que esta cidade está com mais de 95% de sua área territorial urbanizada, verificamos que pelas iniciativas de Câmara Municipal em nomear novas ruas não vai se extinguir facilmente. Mais ruas e seus homenageados através de Leis aprovadas e sancionadas pela municipalidade. Eis os atos:

LEI N.º 4.741, DE 24 DE JULHO DE 2017: Art. 1º – Fica denominada de RUA RONALDO MARQUES DA SILVA, a 1.ª rua paralela Leste a Avenida Ailton Gomes, entre as Quadras “36”, “37”, “45 e “46”, do Loteamento Lagoa Seca “B” com início na Rua Maria Auricélia Oliveira e término na Avenida Maria Letícia Leite Pereira, sentido Norte/Sul, Bairro Planalto, desta cidade. AUTORIA: Vereador Rubens Darlan de Morais Lobo; COAUTORIA: Vereador Antônio Vieira Neto.

LEI N.º 4.743, DE 24 DE JULHO DE 2017: Art. 1º – Fica denominada de RUA OZEIAS JUSTINO DA SILVA, a artéria com início na Avenida Valdelice Leandro Menezes Figueiredo, entre o Conjunto de Casas Populares da Prefeitura de Juazeiro do Norte e o Loteamento Blandina Sobreira, sentido Norte/ Sul, no bairro Aeroporto, desta cidade. AUTORIA: Vereador Márcio André Lima de Menezes.

LEI N.º 4.744, DE 24 DE JULHO DE 2017: Art. 1º – Fica denominada de RUA ESPEDITA JUSTINO DA SILVA, a artéria com início na Avenida Valdelice Leandro Menezes Figueiredo entre o Conjunto de Casas Populares da Prefeitura de Juazeiro do Norte e o Loteamento Jardim das Mansões, sentido Norte/ Sul, Bairro Aeroporto, desta cidade. AUTORIA: Vereador Márcio André Lima de Menezes.

LEI N.º 4.745, DE 24 DE JULHO DE 2017: Art. 1º – Fica denominada de RUA JOSEFA NONATO DE SOUZA, a primeira rua paralela Sul a Rua Luiz Geraldo, com início na Rua Zeferino Pedro dos Santos e término na Rua Argentina Evangelista Leite, sentido Leste/Oeste, Bairro Frei Damião, nesta cidade. AUTORIA: Vereador Domingos Sávio Morais Borges; SUBSCRIÇÃO: Vereador Antônio Vieira Neto.

LEI N.º 4.746, DE 24 DE JULHO DE 2017: Art. 1º – Oficializa o nome de TRAVESSA SANTA INÊS, do Loteamento Jardim José Viana de Sousa, Bairro Pio XII, primeira paralela leste à Rua 22 de Julho, sentido Sul/Norte, início na Rua Nossa Senhora do Carmo e cruza a Rua Santa Inês, nesta cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará. AUTORIA: Vereadora Rosane Matos Macêdo.

LEI N.º 4.748, DE 03 DE AGOSTO DE 2017: Art. 1º – Fica denominada de AVENIDA ZECA DA CRUZ, a avenida localizada entre o Bairro Pio XII e o Bairro Pedrinhas, à direita do Loteamento Conviver Life e a esquerda com a linha férrea, neste Município de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará. AUTORIA: Vereador José David Araújo Grangeiro.

(Na foto: o homenageado José da Cruz Neves, “Zeca da Cruz”)

DELEGADO FELIPÃO E OS ESPADEIROS DE BONFIM
Transcrevo a seguinte notícia, no mínimo curiosa. Ao cumprir determinação do Ministério Público sobre a ilegalidade da pratica da guerra de espadas, o coordenador da 19ª Coorpim, em Senhor do Bonfim (BA), delegado Felipe da Silva Nery (nascido em Juazeiro do Norte), não sabia que o cumprimento da lei como é seu feitio, poderia resultar da perda do seu cargo no Município. Responsável pela expulsão do clã dos Aracuãs do Município, combatente ao tráfico de drogas na região, incisivo no combate a corrupção policial, Felipe Nery é uma referência no Estado da Bahia, por coordenar uma das mais produtivas coordenadoria de Polícia do Estado, mesmo com as condições de estruturas caóticas e limitadas. Ao cumprir seu dever, obedecendo determinação do Ministério Público e da Justiça e ao aborrecer parte da elite da sociedade Bonfinense, políticos da base do governador, estariam patrocinado junto a secretária de segurança pública, pedidos para retirada do delegado de Senhor do Bonfim. Consultados o deputado Bobô e o prefeito Carlos Brasileiro, negaram qualquer influencia ou interferência neste sentido e se tivesse de haver alguma mudança, seria de cunho administrativo do governo, pois mudança de comando é considerada normal dentro de uma estrutura de gestão. Brasileiro disse não crê que o comando da Policia Civil, troque um coordenador pelo simples fato em cumprir seu dever, embora ele, Brasileiro, entende que Felipão foi muito truculento com os espadeiros. 


Para entender o caso: O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) havia vetado a realização da tradicional "guerra de espadas" que ocorre durante o período junino na cidade de Senhor do Bonfim, no Recôncavo da Bahia, e ainda suspendeu a lei municipal que tornava a prática um patrimônio cultural e imaterial da cidade. A decisão, que considerou um pedido feito pelo Ministério Público do Estado (MP-BA) foi publicada na edição de 22.06 no Diário Oficial da Justiça. Quem descumprisse a medida podia ser preso e pagaria multa de até R$ 10 mil. A Associação dos Espadeiros do município informou que vai recorrer da decisão. A medida, no entanto, dividiu opiniões na cidade, porque alguns moradores defendem o fim da prática por conta dos perigos de queimaduras nos participantes. No São João de 2016, ao menos 19 pessoas tiveram ferimentos no município. A Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), realizou uma operação em que foi preso um homem e mais de uma centena de espadas. Apesar de perigosa, a tradição é mantida pelas famílias da cidade, que aguardam a chegada do São João para dar início a manifestação cultural. O bairro da Gamboa, no município, é ponto de encontro dos "Espadeiros da Gamboa", grupo com mais de 70 participantes que se reúne para guerrear há mais de 50 anos. Durante a guerra, os espadeiros usam roupas e capacetes para se proteger das espadas, mas não dispensam a oração para pedir proteção antes de dar início a tradição. Em média, cada espadeiro leva 100 espadas para guerra, e algumas famílias chegam a gastar mais de mil reais com o arsenal.

LIVRO: CIDADE DO PROGRESSO
Localizei num site de busca mais algumas contribuições sobre a história mais recente de Juazeiro do Norte, centradas em aspectos como crescimento urbano, atividades econômicas, eletrificação e desenvolvimento industrial. Desses títulos, como se verá abaixo, destaco o livro “Da Terra do Padre Cícero à Cidade do Progresso Ed. Pontocon, Salvador, 2015, 100p). Sobre a obra: Neste livro, Assis Daniel Gomes busca construir uma história cultural da cidade de Juazeiro do Norte, destacando como a cidade, surgida e reconhecida como “Terra do Padre Cícero” – e por isso vinculada a uma imagem feudal do país –, buscou se reinventar como “Cidade do Progresso” a partir dos anos 1950. Tal esforço se deu por meio da edificação de obras públicas e regulamentação das atividades econômicas, procurando disciplinar o crescimento e favorecer o desenvolvimento urbano – o que é relatado pelo autor por meio da análise da documentação oficial do município e de registros da imprensa local e regional. Os interessados poderão, ou compra-la diretamente no seu editor, Editora Pontocom (Alameda Joaquim Eugênio de Lima, 881, sala 412 Jardins Office Tower - CEP 01403-001, São Paulo – SP, ou pelo site: (http://www.editorapontocom.com.br/

A Editora, através de seu site, também deixa disponível que os interessados possam baixar no seu computador a versão eletrônica da obra, em pdf, bastando para isso acessar o link:


Sobre seu autor: Assis Daniel Gomes é graduado em História pela URCA, quando desenvolveu a monografia A "Cidade do Progresso": intervenções urbanas em Juazeiro do Norte (1950-1980)”, em 2013; Ele é Especialista em História Contemporânea pela Faculdade de Juazeiro do Norte (FJN-Juazeiro do Norte), tendo desenvolvido a monografia "E surge uma nova cidade - a oficina e a fábrica nascem com ela": crescimento urbano em Juazeiro do Norte (1950 – 1980); Ele obteve o seu grau de Mestre em História Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com a Dissertação "Faça-se Luz": a eletrificação urbana no Cariri cearense (1949 – 1972)”, sob a orientação do prof. Antonio Luiz Macêdo e Silva Filho. Atualmente, ele é Doutorando em História, na Universidade Federal do Ceará, para desenvolver a Tese “O Projeto Morris Asimow e a industrialização do Nordeste brasileiro (1945 – 1973). Da sua extensa produção acadêmica, relacionamos o que mais interessa à bibliografia juazeirense e caririense.

GOMES, A. D. 'Do candeeiro às redes elétricas': a energização dos espaços urbanos juazeirenses e a Empresa Elétrica Padre Cícero (1945-1961). Sobre Ontens , v. 15, p. 1-22, 2016.

GOMES, A. D. Da CHESF ao Projeto Americano Morris Asimow: Modificações Técnicas no Nordeste Brasileiro (1945-1972). Boletim Eletrônico da Sociedade Brasileira de História da Ciência, v. 10, p. 1-1, 2016.

GOMES, A. D. As sombras das imagens: a Guerrilha urbana no Cariri cearense em 1967. Mnemonise Revista , v. 6, p. 67-83, 2015.

GOMES, A. D. O Rio Civilizador e o Vale do Cariri: a eletrificação urbana do Sul d o Ceará (1949 - 1961). Espacialidades , v. 7, p. 171-195, 2014.

GOMES, A. D. História e Literatura: a seção 'Lyra Popular' no jornal 'Rebate' de 'Joaseiro'. (1909-1910). Miguilim - Revista Eletrônica do Netlli , v. 2, p. 27-44, 2013.

GOMES, A. D.; SILVA, J. D. S. E. A Cidade do Progresso: do transporte público aos dilemas com o abastecimento de água e luz em Juazeiro do Norte (1950-1980). Cordis: Revista Eletrônica de História Social da Cidade , v. 11, p. 299-321, 2013.

GOMES, A. D. As construções de sentidos e imagens de um urbano pelos poetas juazeirenses em 1987. Revista Brasileira de História & Ciências Sociais , v. 3, p. 190-201, 2011.

GOMES, A. D. Os corpos dilacerados: certos cheiros do Cariri cearense (1945-1975). I. ed. São Paulo: Editora PerSe, 2017. v. I. 240p .

GOMES, A. D. "Da Terra do Padre Cícero" à "cidade do Progresso": intervenções urbanas em Juazeiro do Norte (1950-1980). 1. ed. Salvador: Editora Pontocom, 2015. v. 1. 100p .

GOMES, A. D. O anseio pela modernização: os discursos sobre a seca no Cariri e sua eletrificação (1949-1961). In: II Seminário Nacional de História e Contemporaneidade, 2015, Crato/Juazeiro do Norte. II Seminário Nacional de História e Contemporaneidades: Pensar o passado em tempos de extremismo e exclusões. Juazeiro do Norte: URCA/UFCA, 2015. v. II. p. 348-358.

GOMES, A. D. O ICVC e seu projeto intelectual para Juazeiro do Norte (1974-1984). In: XIII Encontro Cearense de Historiadores da educação; III Encontro Nacional do Núcleo de História e Memória; III Simposio Nacional de Estudos Culturais e Geoeducacionais, 2014, Fortaleza. Educação, História e Geopolítica no contexto do pós-1964.. Fortaleza: Imprece, 2014. v. I. p. 359-371.

GOMES, A. D. Do candeeiro à lâmpada: as imagens de Juazeiro do Norte. In: XIII Encontro cearense de historiadores da educação; III Encontro Nacional do Núcleo de História e Memória da Educação, III Simposio Nacional de Estudos Culturais e Geoeducacionais, 2014, Fortaleza. Educação, História e Geopolítica no contexto do pós - 1964. Fortaleza: Imprece, 2014. v. 1. p. 1068-1081.

GOMES, A. D. Os discursos sobre o urbano juazeirense feitos pelo ICVC - Instituto Cultural do Vale Caririense (1974-1985). In: XI Encontro Cearense dos historiadores da educação e I Encontro Nacional do Núcleo de História e memória da educação, 2012, Fortaleza. História da educação: real e virtual em debate. Fortaleza: Imprece, 2012. v. I. p. 230-245.

SEMEAO, J. ; GOMES, A. D. 'Os folguedos do Cariri': A 'defesa do folclore' caririense na revista Itaytera (1955-1980). In: III Seminário Internacional História e Historiografia, 2012, Fortaleza. Anais do III Seminário Internacional de História e Historiografia, X Seminário de Pesquisa do departamento da UFC. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2012. v. 1. p. 1-13.

SEMEAO, J. ; GOMES, A. D. Folclore: Patrimônio e Memória identitária Caririense (1953-1980). In: XIII Encontro Estadual de História do Ceará, 2012, Sobral. Comunidades e identidades: História (s) para que(m)?, 2012. v. 1. p. 1-12.

GOMES, A. D. ; SEMEAO, J. O Instituto Cultural do Cariri e a (re) construção do espaço caririense(1950-1970). In: XIII Semana de Iniciação Cientifica: "ciência e cultura:percursos e desafios, 2011, Crato. "Ciência e Cultura:percursos e desafios", 2011. p. 1-8.

GOMES, A. D. ; SEMEAO, J. . Em defesa do folclore: O Instituto Cultural do Cariri e a construção de uma identidade caririense(1953-1980). In: X congresso de Historia da educação do Ceará, 2011, Juazeiro do Norte. Discursos,ritos e simbolos da educação popular, cívica e religiosa, 2011. p. 1-7.

GOMES, A. D. A "cidade dos artesãos": reformas urbanas e controle social (1950-1980). In: III encontro Universitário da UFC no Cariri, 2011, Juazeiro do Norte. III encontro Universitáio da UFC. Juazeiro do Norte: UFC, 2011. p. 1-4.

GOMES, A. D. ; SEMEAO, J. Em defesa do "rico folclore caririense": o ICC e a (re)invenção identitaria caririense(1955-1980). In: III encontro Universitáio da UFC no Cariri, 2011, Juazeiro do Norte. III encontro Universitário da UFC. Juazeiro do Norte: UFC, 2011. p. 1-4.

GOMES, A. D. O anseio pela modernização: os discursos sobre a seca no Cariri e a sua eletrificação. In: II Seminário Nacional de História e Contemporaneidades, 2015, Crato/Juazeiro do Norte. Pensar o passado em tempos de extremismo e exclusões. Juazeiro do Norte: URCA/UFCA, 2015. v. II. p. 22.

GOMES, A. D. ; SILVA, W. S. A 'terra do progresso': memórias, (re)invenções e intervenções urbanas em Juazeiro do Norte. In: XI Seminário de pesquisa do departamento de história, 2014, Fortaleza. Cultura Política, autoritarismo e ditaduras. Fortaleza: s.n, 2014. v. I. p. 119-119.

GOMES, A. D. Da Nova Jerusalém A Cidade do Progresso: intervenções urbanas em Juazeiro do Norte (1950-1980). In: XXVII Simpósio nacional de História- Anpuh, 2013, Natal. Conhecimento Histórico e dialógo social, 2013. v. 1. p. 59-59.

GOMES, A. D. ; SEMEAO, J. Folclore: Patrimônio e Memória identitária Caririense (1953-1980). In: XIII Encontro Estadual de História do Ceará, 2012, Sobral. Comunidades e identidades: Histórias para quem?, 2012. v. I. p. 128-129.

GOMES, A. D. 'Os folguedos do Cariri' : A 'defesa do folclore caririense' na revista Itaytera (1955-1980). In: III Seminário Internacional de História e Historiografia, 2012, Fortaleza. III Seminário Internacional de História e Hstoriografia. Fortaleza: UFC, 2012. v. I. p. 322-322.

GOMES, A. D. A 'cidade do progresso': reformas urbanas em Juazeiro do Norte (1950-1980). In: XV Semana de Iniciação Cientifica da URCA, 2012, Crato. Ciência e sustentabilidade: a contribuição da pesquisa. Crato: URCA, 2012. v. I. p. 1-1.

GOMES, A. D. A "cidade do patriarca": Imagens e discursos de um crescimento a partir da imigração(1872-1909). In: I Semana de Extenção Universitaria e Sociedade, 2011, Crato. SEMEX, 2011. p. 1-1.

GOMES, A. D. ; SEMEAO, J. Em defesa do folclore: O Instituto Cultural do Cariri e a construção de uma identidade caririense(1953-1980). In: X Congresso de Historia da educação do Ceará, 2011, Juazeiro do Norte. Discursos,ritos e símbolos da educação popular,cívica e religiosa. Fortaleza: IMPRECE, 2011. p. 144-145.

GOMES, A. D. . As imagens e formas arquitetonicas da cidade de Juazeiro do Norte:Símbolos de um tempo e de um lugar(1875-1980). In: X Congresso de Historia da educação do Ceará, 2011, Juazeiro do Norte. Discursos, ritos e símbolos da educação popular,cívica e religiosa. Fortaleza: IMPRECE, 2011. p. 205-206.

GOMES, A. D. O embate entre o passado e o presente: a cidade de Juazeiro do Norte através da Literatura de cordel(1934-1990). In: X Congresso de Historia da educação do Ceará, 2011, Juazeiro do Norte. Discursos,ritos e símbolos da educação popular, cívica e religiosa. Fortaleza: IMPRECE, 2011. p. 206-206.

GOMES, A. D. ; SEMEAO, J. A "autenticidade do folclore" caririense: O ICC e a (re)invenção da identidade do Cariri cearense(1955-1980). In: XIV Semana de Iniciação Cientifica da UNiversidade Regional do Cariri, 2011, Crato. "Ciência e desenvolvimento regional". Crato: URCA, 2011. p. 1-1.

GOMES, A. D. A cidade dos artesãos: progresso e reformas urbanas na cidade de Juazeiro do Norte (1950-1980). In: IV Encontro de Iniciação Científica da Faculdade Paraíso, 2011, Juazeiro do Norte. Centenário de Juazeiro do Norte: Trajetória de Fé, Trabalho e Desenvolvimento, 2011. p.1-1.

GOMES, A. D. A voz de um povo e a consagração de um espaço: Juazeiro do Norte em 1891. In: XXX Encontro nacional de estudantes de História, 2010, Fortaleza. Identidades e memórias dos estudantes de história do Brasil. Fortaleza: EdUECE, 2010. v. 1. p. 152-153.
CHARM & VIVER BEM CARIRI
Na última quarta-feira, 9, foi realizado no King Maki, Lagoa Seca, em Juazeiro do Norte o coquetel de lançamento das Revistas Charm e Viver Bem Cariri. O encontro reuniu editores, repórteres, fontes, leitores, anunciantes e interessados na 99ª edição da Charm e na 2º edição da Viver Bem. A intenção do coquetel foi comemorar a chegada da editora na região do Cariri e agradecer a população pela receptividade da revista. A administradora Marília Falcioni e o médico Rommel Apolinário são as capas dessas edições lançadas.






PADRE CÍCERO E A INVENÇÃO DO JUAZEIRO
Foi relançado, em terceira edição, no último dia 10 o livro de Alberto Farias, Pe. Cícero e a Invenção do Juazeiro. Quando Alberto escrevia esse livro nos tornamos muito amigos e ainda hoje nos conservamos. Foram muitas noites e até madrugadas trocando idéias e informações para contribuir com a realização dessa obra, vitoriosa na sua proposta. Quando já estava para ir para a gráfica, ele me concedeui o privilégio de fazer o prefácio. Eis como me expressei, com tais palavras, a merecer ainda hoje a consideração do autor, pois tendo sido um texto para a primeira edição, ele generosamente o conserva nas duas outras edições, como essa que acaba de sair. 

“Por sorte e felicidade, coube-me a honra de formalizar oficialmente o município; dar-lhe foros de cidade; estabelecer a primeira lei orgânica; torná-la comarca jurídica e, por fim, fazê-lo representativo junto aos poderes constituídos do Estado e da Nação. Há, por ventura, quem possa negar este fato?” (Pe. Cícero, por Alberto Farias, nesta obra). Diz-se sempre, por motivos históricos e dentro de um critério cronológico, que o Pe. Ribeiro da Silva assentou os alicerces da futura notoriedade de Juazeiro do Norte, pelo fato de ter, nas terras do seu avô, brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, iniciado a construção de uma capelinha sob a invocação de Nossa Senhora das Dores. Morreria ainda jovem, e com obra inconclusa, apenas seis anos após aquele 15 de Setembro de 1827- data marco da “fundação”. Atribuiu-se, portanto, ao Pe. Pedro, a designação de fundador, como se fez a tantos outros que, tendo “construído igrejas, plantaram as bases de futuras e progressivas cidades”. Nada mais natural que Joaseiro estivesse inserida neste contexto. Entre a morte do Pe. Pedro, em 1833, e a chegada do Pe. Cícero, em 1872, 39 anos depois, passando por diversos capelães, o lugarejo não ascendeu, senão à condição de um miserável lugar de 32 casas de taipa e cobertas de palha, em cujas cercanias viviam poucas e abastadas famílias, de se contar pelos dedos de uma só mão. Os Bezerra de Menezes, os Sobreiras, os Correia de Macedo, os Rochas, os Landins e os olhe lá. Homem avexado no seu tempo, Pe. Cícero encontra esta “sociedade” ansiosa pela guarda espiritual e zelo pastoral, na festa da Natividade de 1871. Ele, padre de pouco tempo e de grande vitalidade, aceitou o convite, o desafio e o destino que lhe impunha o sonho, do sono do corpo cansado pela primeira tarefa, apenas. O miserável lugar do Joaseiro lhe instigaria a ações enérgicas e vigorosas para disciplinar na hora das desordens, nos “ariscos” em noitadas de sambas abeberados pela generosa cachaça dos engenhos de cana de açúcar e alambiques dos padres rapadureiros do Cariri. Homem avexado no seu tempo, Pe. Cícero é o sacerdote virtuoso de uma região. Compelido por energia “inesgotável”, cessante apenas aí pelos 60 anos de batalhas, ele se tornaria líder e colaborador decido da obra meritória pelo desenvolvimento da região, ainda no século passado. Impregnado pela mensagem do Padre-Mestre Ibiapina, Pe. Cícero é um agente deste serviço comunitário e, sobretudo, da sua ação evangelizadora. Em torno de si da gente humílima da Carirí reproduz-se o mundo e a civilização dos beatos. Neste contexto de fé e piedade, e não na ambiência de fanatismo, de tanto nos habituamos a ouvir falar, emoldurado pelas duras estiagens, Pe. Cícero sobreviveu com sabedoria, ombro a ombro, no coração da gente da nação degradada e filha das secas. E este o padre, cujas virtudes “enchiam o Vale do Carirí” que presencia o milagre da transformação da hóstia em sangue. Homem avexado no seu tempo, Pe. Cícero se empenha na discussão teológica do fenômeno. José Marrocos, primo e amigo dileto, é o apoio inestimável, pela cultura invejável, pela inteligência arguta e, sobretudo pela articulação com reconhecidos setores do clero. De nada adiantaria uma primeira comissão de doutores, se a Diocese se firmara na posição de não admitir o milagre. Suspensão, excomunhão, punições diversas a si e aos beatos. Afinal, “como pode Nosso Senhor Jesus Cristo deixar as terras da Europa para um milagre no miserável lugar do Juaseiro, do Crato? Não se leu em qualquer parte que alguém houvesse indagado a esta “inteligêntzia” como pôde Nosso Senhor Jesus Cristo ter nascido no miserável lugar de Belém, da Judéia? Então, Roma se pronunciou e a questão está encerrada? O caso do milagre é, sem dúvida, ainda, o cerne da questão. Juaseiro nasce pela ação pastoral do Pe. Cícero e os fatos ditos extraordinários, em 1889, representam este primeiro momento da cidadania dos romeiros. Nascemos todos os seus filhos, sob a graça de um fenômeno que não se encerrou historicamente por um decreto, pois nascemos sob o clima de grandes transformações, após a abolição, com a república e durante a romanização. Por isto tudo, se aquele milagre foi contestado, negado, como esconder, e onde, o verdadeiro milagre que é hoje a cidade de Juazeiro do Norte? Quem, como Alberto Farias, mergulhou fundo na gênese de suas questões religiosas, políticas, sociais e econômicas, não vai encontrar senão a certeza da invectiva, de que Juazeiro é o produto de uma invenção muito bem articulada entre as forças locais, do Estado e da Nação, e que alimentaram graves tensões entre os poderes civis e a própria hierarquia da Igreja. Tome-se a expressão inicial, posta nesta nótula introdutória, para que se conclua sobre o peso da sua verdade inconteste. Pe. Cícero, se não disse, explicitamente, o que aí está, teria razões sobejas para faze-lo, até com mais veemência. Neste ano da graça de 1994, oportunidade em que estamos celebrando, dentre outros eventos, os 150 anos do nascimento de Pe. Cícero Romão Batista, surgiu espontaneamente, o interesse de alguns estudiosos, como Alberto Farias, na realização de uma revisão mais aprofundada sobre a vida e obra do patriarca de Juazeiro. Este projeto coletivo de memória histórica vem se corporificando, passo a passo, na medida em que teses acadêmicas são resgatadas, o documentário se nos revela ainda mais rico e algumas obras são reeditadas, além, naturalmente, do que flui pela imprensa, e o que se permite em simpósios, estudos e leituras. Alberto Farias é um desses operários impenitentes nesta tarefa. Ao ter o privilégio de ler seus originais veio-me a impressão mais forte que a sua proposta é absurdamente pretensiosa e presunçosa. Quem, como Ana Teresa Guimarães e Annette Dumoulin, com longos anos de estudos e pesquisas em torno da personalidade e do personagem mais que complexo, não ousou senão a Faze-lo em seu estilo “Pe. Cícero, por ele mesmo”, usando da seleção de textos do rico documentário ainda dispersos em vários arquivos. O texto que agora o leitor tem à suas mãos, é muito mais ousado porque situa o Pe. Cícero como narrador da sua própria vida e, coincidentemente, da vida do Joaseiro, não se circunscrevendo ao limite já ampliado do documentário revelado e da farta bibliografia, mas dando espaço a uma discussão ampla e densa pelas leituras que modernamente se fazem através do instrumental analítico da história e, da sociologia, da antropologia, da psicologia, da psicanálise e dos estudos da paranormalidade. A narrativa de Cícero (ou de Alberto Farias) tem a preocupação de percorrer mais de um século, atenta às circunstâncias e aos detalhes que lhe conferem fidedignidade. Em alguns momentos parecerá esdrúxulo que as ilações não se façam mais com referenciais bem declarados, como seu imenso acervo epistolar. Ele fará, por exemplo, da repercussão sobre os estudos parapsicológicos, resgatando, de certa forma, a memória do simpósio sobre Pe. Cícero, Maria de Araújo e os Beatos de Juazeiro, havido em 1989, em cujo plenário lá ele estava, atento e fascinado. É tal o fascínio e a singularidade de sua narrativa que o encontramos despido de qualquer escrúpulo para atribuir ao Pe. Cícero a mais ampla intimidade com os fenômenos, as obras e as teorias de Freud, Jung, Adler, Quevedo etc. Em suma, esta é uma obra diferente, surpreendente. Intrigante e fascinante. Esclarecedora. Nem precisaria que alguém prefaciasse. Fi-lo em atenção à generosidade de seu autor que, brindando-me com a primeira leitura, me atirou uma gratificante e comovida tarefa.

sábado, 5 de agosto de 2017


BOM DIA! (82)
UM ESTRANHO EM MINHA RUA
Por Renato Casimiro
Há vários anos atrás, com muita curiosidade, eu me danei a verificar o que de patrono de ruas nessa cidade ainda continuava desconhecido. Fui para as obras preciosas de Mário Bem Filho e de Raimundo Araújo para constatar o óbvio: muitos nomes continuam no completo anonimato e a Câmara Municipal não tem uma sistemática para adotar nomes de grande valor histórico para a nomenclatura de nossos logradouros. Infelizmente é assim. 

Houve tempo que alguns de nós, pessoas incomodadas com essa omissão, até chegamos a elaborar listas para melhor orientar a santa ignorância de nosso parlamento. Na própria imprensa local, vamos colhendo flagrantes dessa atitude, por uns considerada absolutamente irresponsável, pois sob a alegativa de “relevantes serviços prestados à cidade”, os nomes de senhores e senhoras, na maioria desconhecidos, seguramente gente de bem, mas num gesto verdadeiramente eleitoreiro, de quem está fazendo uma gentileza para merecer o favor do voto da família do homenageado(a), deixando-se ao esquecimento pessoas que, verdadeiramente, e já em idos tempos, deveriam ser homenageadas por nossa cidadania. 

Desse modo, por exemplo, não sei de quem, nem quando partiu a idéia de nomear uma rua de nossa cidade com o nome de Dr. José Paracampos. Há merecimento, claro, mas desconhece-se que isso tenha sido verdadeiramente propalado. Contudo, minha surpresa.

Das referidas obras de Mário Bem e Raimundo Araújo, reproduzo os dados seguintes. Na obra sobre Juazeiro do Norte, seu espaço físico, na última edição (4ª.), de 2013, assim Mário descreve; “Primeira paralela Sul à Rua Joaquim de Souza Menezes, sentido Oeste/Leste, início na Rua Beata Maria de Araújo, término na Av. Antonio Pereira da Silva, (Bairros Romeirão e José Geraldo da Cruz); Lei nº 528 de 02 de Setembro de 1975, CEP 63.050-640 p/o Bairro Romeirão, 63.051-060, para o Bairro José Geraldo da Cruz.” 

A referida Lei é anterior ao ano 2000, quando Mário e Raimundo publicaram os Dados Biográficos dos Homenageados em Logradouros Públicos de Juazeiro do Norte. Certamente, pela dificuldade de dados pessoais sobre Paracampos, ali não consta sua biografia. O proponente, vereador à Câmara Municipal, talvez não tenha anexado nada ao seu requerimento, em torno do homenageado, a não ser que foi um médico muito festejado em Fortaleza, patrono de diversas unidades de atendimento de saúde, e aparentemente sem relação com Juazeiro. Ainda hoje, mesmo através da rede mundial de computadores, em sites de busca, quase nada se sabe a respeito de Paracampos. 

Em muitas leituras de nossa bibliografia, aparece-nos a citação de que foi médico de Floro Bartholomeu da Costa. Em Janeiro de 1926 Floro está muito doente em Campos Sales, porque acometido de sífilis, era visível a sua intoxicação pelos medicamentos que tomava. Sem maiores detalhes, sabe-se que alguém em seu nome fez vir de Fortaleza o médico Dr. José Paracampos que teria cuidado dele entre Campos Sales e o seu retorno a Juazeiro. Sabe-se que daí por diante Floro teve que esquecer todo o seu envolvimento com o Batalhão Patriótico, e a chegada de Lampião a Juazeiro, missão que assumira perante a República para impedir a entrada da Coluna Prestes no Ceará. Floro então foi transferido, provavelmente em veículo usado pelo mesmo Dr. Paracampos, em grave estado, para ir a Fortaleza. Foi mantido em um setor de atendimento médico na Escola de Aprendizes Marinheiros, até quando embarca de navio para o Rio de Janeiro. Aí ele não resistiria e faleceu no dia 06.03.1926. Então, na história de Juazeiro do Norte, parece ser essa a única relação do médico José Paracampos para com a cidade.

À margem dessa breve nota, eu fui procurar algo a respeito de José Paracampos. Não faz muito tempo, recebi de presente um excelente trabalho em livro que me foi presenteado pelo padre José Adelino Martins Dantas, pároco de São José do Limoeiro. Trata-se do livro Os Italianos de Picos, de autoria de Graziani Gerbasi Fonseca, em edição de 2004. O livro trata de relacionar e historiar o fenômeno da imigração de diversas famílias italianas para o Piaui, a partir de 1870. São essas famílias citadas: Stoppelli, Lanziano, Biscardi, Reinaldo, Magaldi, Fiorito, Linard, Petroli, Paracampo, Cortese, Marsilia, Dall´Duca, Fasanaro, Sapienza, Petrola, Gerbasi e Prota. E com suas informações, relativamente sumárias, eis a seguir o que podemos dizer de José e sua familia. 

Nesse livro está referido que Giovanbattista Lanziano Paracampo foi dos primeiros italianos a chegar em Picos, pelo ano de 1875, aos 22 anos de idade. De outra família, já residente em Picos anteriormente, os Stoppelli, nasceria em 1873 Eudoccia, com quem Giovanbattista se casaria em 1890. Desse casamento nasceria o primeiro filho em 07.11.1891, que seria também considerado o primeiro neto de italianos em Picos, pois Eudoccia também aí nasceu. Foi José, cujo nome completo é José Stoppelli Paracampos. Pequeno detalhe é que não foi observada a grafia original e daí por diante vamos verificar em assentos cartoriais e eclesiásticos o termo Paracampos. José foi batizado em 17.10.1892 e a crônica registra que foi a maior de todas as festas realizadas entre famílias italianas que fizeram vir convidados de várias cidades do Nordeste, italianos principalmente que já habitavam Iguatu, Quixadá, Fortaleza, com confraternização por vários dias, com cardápio gastronômico extraordinário, desfile exuberante de elegância entre as senhoras e senhores, com vestimentas de estilo europeu. 

A família demorou-se pouco em Picos, pois Quixadá (onde já residia o irmão de Giovanbattista, Isidro) começou a experimentar largo progresso com a movimentação comercial, a construção do Açude Cedro, a chegada da ferrovia para Fortaleza, etc. A morte do irmão Isidro levou Giovanbattista a transferir a família para o sertão do Ceará em 1895. Aí a família cresceu e o primogênito José, filho do agora denominado, mais brasileiramente, de João, ganhou os irmãos: Pasqual, Anunciada, João, Carmélia, Nirvanda, Hélio e Ester. Nesse livro, consta que seriam 9 irmãos, mas um deles não é mencionado. José fez seus estudos entre Picos e Quixadá, referente aos antigos graus primário, ginasial e científico. Para os estudos acadêmicos, seus pais o encaminharam para a Faculdade de Medicina da Bahia, onde se formou em 1915. Entre essa data e o fim de 1918 não há qualquer registro sobre a atividade profissional, médico, se em Quixadá ou Fortaleza, ou permanecendo na Bahia. Em seguida ele vai para Paris para fazer a sua Pós Graduação, por dois anos, optando por uma especialização em pediatria. Depois se demora na Europa por mais um ano, fazendo estágios na sua especialidade. Retornando, já no início de 1922, José já é citado como autor de um “Relatorio Apresentado ao Ex.mo Snr. Dr. Manoel Leiria de Andrade, Secretario dos Negocios do Interior e da Justiça, pelo Dr. José Paracampos, Director de Hygiene. Abril de 1922”. 

Como médico pediatra, José se estabeleceu com uma clinica na Farmácia Francesa, numa das esquinas da Praça do Ferreira (Major Faculdo com Ouvidor) e residia no bairro do Bemfica, na Travessa Joazeiro. Credita-se a José Paracampos todo o trabalho como precursor dos serviços de puericultura no Estado do Ceará, que foi implantado no ano crítico, de grande seca, de 1932, como um marco da medicina, posto que o cenário era de índices alarmantes com respeito à mortalidade de gestantes, neonatos, parturientes e crianças. Juazeiro do Norte, mesmo, teve um Posto de Puericultura, por sua ação, instalado no antigo endereço da Av. Leandro Bezerra. 

Toda a vida ativa do médico José Paracampos foi de inteira dedicação à causa da criança. Não se casou. Dizem que teve muitas namoradas, mas sempre esteve ao lado de sua mãe e irmãs solteiras, Eudoccia e Anunciada, Carmélia, Ester e Nirvanda, todos residentes na mesma casa do Bemfica. Sua mãe faleceu em 1964, e suas irmãs: Anunciada, em 1940; Nirvanda, em 1956; Carmélia, em 1975 e Ester, em 1995. Seu pai, João, faleceu acometido de hanseníase, em 1934 em Fortaleza. Dr. José Stoppelli Paracampos faleceu em Fortaleza, em 14.12.1972. A informação diz que foi aos 89 anos, mas ele só viveu mesmo 81 anos, como seu pai.
(Postado em Facebook: https://www.facebook.com/renato.casimiro1, em 05.08.2017)
BOM DIA! (81)
MARIA CONSUELO DE FIGUEIREDO
Por Renato Casimiro
Há vários anos a AFAJ, Associação dos Filhos e Afilhados de Juazeiro do Norte, sediada em Fortaleza, faz a celebração da Festa da Padroeira, Nossa Senhora das Dores numa das Igrejas da Capital. Em 2011 ela foi realizada na pequena Capela de Nossa Senhora das Graças, anexa ao Hospital Militar. Como sempre acontece, uma das filhas de Juazeiro do Norte é destacada para receber uma homenagem e na ocasião, além de ser lido um texto sobre a sua vida, ela é presenteada com uma bela imagem da Padroeira. No ano do centenário de nossa cidade, e dos 184 anos dessa celebração, a homenageada foi a sra. Maria Consuelo de Figueiredo.

Há poucos dias tivemos notícia de agravamento de seu estado de saúde, posto em rede social por sua sobrinha, Zulmira Maria de Figueiredo Temóteo. Efetivamente, dona Consuelo Figueiredo faleceu no dia 2 passado e foi sepultada em Fortaleza. 

Em Setembro de 2011 eu e Francisco Neri Filho tivemos uma longa conversa com dona Consuelo e dessa entrevista eu elaborei um texto procurando escrever-lhe uma biografia bem reduzida. Em sua homenagem vamos reproduzir esses dados sobre sua pessoa, aos quais juntamos nossas orações pelo repouso eterno de sua alma.

Maria Consuelo de Figueiredo nasceu na rua do Padre Cícero, então Rua Grande, na casa de número 152, no dia 31 de maio de 1920. Seus pais eram João José de Figueiredo, que se conhecia mais como João Alencar de Figueiredo, por alteração do próprio nome na sua maturidade, e Zulmira Roza de Figueiredo. Antes de vir morar em Joazeiro, João Figueiredo havia sido um dos soldados da borracha, que se alistara para o desbravamento e o alargamento da fronteira do país para o norte, na região amazônica, no então território do Acre, no começo do século. Ali também explorara jazida de ouro e pedras, talvez tendo sido por isto que terminou por aportar na cidade que já se consolidava como pólo joalheiro, com grande número de ourivesarias, mercê do seu apurado artesanato. Nas suas origens, João era filho do português Antonio Maria de Figueiredo e de Ana Tranquilina Bastos de Figueiredo. De Zulmira, se sabe que era uma das filhas do casal Antonio Paz da Silva Roza e de Jacinta Umbelina Brasileiro Roza. 

Com menos de um mês do nascimento da filha Consuelo, seus pais procuraram o Padre Cícero para que apadrinhasse a garota que seria batizada na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, oficiada pelo primeiro vigário da paróquia, Pe. Pedro Esmeraldo da Silva. Pelas penas impostas ao velho patriarca, Padre Cícero teve que submeter ao seu bispo diocesano uma petição onde se lia: “Ilmo. Sr. Bispo do Crato. O Padre Cícero Romão Baptista, presbítero secular, residente em Joazeiro, nessa Diocese, humildemente pede a V. Excia. que se digne conceder-lhe licença para ser padrinho de uma criança, filha legítima dos Sr. João Alencar de Figueiredo e da sra. Zulmira Roza de Figueiredo, residentes nesta cidade. Nestes Termos. Pede Deferimento. Joazeiro, 28 de junho de 1920. Pe. Cícero Romão Baptista.” No mesmo documento, o bispo diocesano despachou prontamente: “Como pede. Crato, 01.07.1920. D. Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva.” 

Nesta época em que nasceu Consuelo, seu pai era próspero comerciante no ramo de artigos religiosos, estabelecido com loja bem situada na rua Nova, esquina de Padre Cícero, onde muitos anos depois foi instalado o Ginásio Santa Terezinha e depois Monsenhor Macedo. Dentre os seus colaboradores na loja, Consuelo lembra particularmente de José Edwiges e Joaquim Estevão Barbosa (Joaquim Mansinho). Este último, por sinal, ingressaria também e com sucesso, no comércio varejista de produtos religiosos. Além desta atividade, João Figueiredo era escrivão da Coletoria Federal, ao tempo em que o titular era Fausto da Costa Guimarães. Num dos mandatos do prefeito José Geraldo da Cruz, João Figueiredo foi dedicado funcionário administrativo da municipalidade. 

Consuelo foi a penúltima dos filhos, do primeiro casamento de seu pai. Antes dela vieram Edgar Roza de Figueiredo, que casou com Maria do Carmo e a família viveu na Bahia; Violeta de Figueiredo Galvão, que casou com Antonio Lacerda Galvão e residiriam em Recife; João Figueiredo Filho, que casou com Raimunda Pereira de Figueiredo, filha do grande mestre artesão João Pereira, e que ainda hoje reside em Juazeiro; José Maria de Figueiredo, que casou com Maria Alacoque Bezerra, sempre residentes em Juazeiro do Norte, e Mirian Figueiredo que casou com Eustáquio. Complicações no parto de Mirian determinariam o falecimento precoce de dona Zulmira. Consuelo perdeu sua mãe com a idade de três anos. Três meses depois deste fato, João Figueiredo se decidiu por contrair novo casamento. Sua segunda mulher se chamava Hilda Bezerra Figueiredo, e lhe deu duas filhas: Julieta de Figueiredo e Ana Matos de Figueiredo (Nininha). Na terceira gravidez, Hilda não resistiu e faleceu. Novamente, João Figueiredo se casa com Maria Soledade de Figueiredo, com a qual teria os filhos Antonio Figueiredo Sobrinho, Nelson Alencar de Figueiredo e Gilda Alencar de Figueiredo Moreira.

No Joazeiro, Consuelo frequentou, entre 1928 e 1932 a escolas particulares de Adelaide Melo, de Amália Xavier de Oliveira e dona Nina Milfont, esposa do prof. Edmundo Milfont, que também tinha escola particular para rapazes. Nesta escola, que funcionava onde depois se instalaria a conhecida Farmácia Brasil, de Dr. Belém, Consuelo cumpriu parte dos anos da sua formação primária. Antes de concluí-los, decidiu ir morar em Recife, junto a sua irmã Violeta, e aí continuou os estudos no Grupo Escolar de Olinda. Aí se demorou por quatro anos, retornando a Juazeiro para fazer o então exame de admissão e ingressar na Escola Normal Rural, em busca de sua formação de professora ruralista, o que obteve entre 1936 e 1940. Em 1940, no dia primeiro de dezembro, no palco do Cine Roulien, Consuelo recebeu o seu diploma de professora, numa turma de 25 concludentes, paraninfada pelo Dr. José Martins Rodrigues, onde se destacavam, dentre outras, pessoas estimadíssimas como Mundinha Paiva, Luzieta Melo, Argina Figueiredo, Maura Almeida, Miguelina Araújo, Aila Almeida, Carmelita Guimarães, Celina Callou, e Haidê Maia. 

Entre 1941 e 1942, Consuelo dedicou-se ao magistério em escola particular em Juazeiro. Em 29.08.1942 casou com Jasson Conrado Brasileiro e o casal foi residir em Missão Velha. Deste relacionamento não houve descendência. Em 1944 o casal muda-se para Fortaleza, onde Consuelo passou a ministrar aulas num colégio público municipal do bairro do Alto da Balança, graças ao apoio do ex-prefeito Antonio Conserva Feitosa e do então prefeito de Fortaleza, Acrísio Moreira da Rocha. Em 26 de novembro de 1945, ausente de Juazeiro, Consuelo perde seu pai, falecendo com pouco mais de 64 anos de idade. Na gestão municipal do prefeito Paulo Cabral de Araújo, Consuelo é empregada no Instituto de Previdência de Fortaleza (IPM), a partir de 1954. Posteriormente prestou concurso e foi efetivada, mantendo-se no cargo até a sua aposentadoria. No órgão, respondeu pelas chefias dos setores: Serviços Gerais, Assistência, Expediente, e Pessoal. Na sua capacitação realizou cursos de formação em Reforma Administrativa (1969), Relações Públicas (1973), Relações Humanas (1973), Chefia de Pessoal (1975), Administração Pública (1975), Administração de Pessoal (1975), Gestão de Pessoal (1975) e Redação (1976). Ainda no IPM, na gestão do prefeito Murilo Borges Moreira, Consuelo foi designada presidente do órgão a que servia, por três meses. O presidente anterior, vereador Roberto de Carvalho Rocha teve de reassumir o seu mandato, tendo antes feito a indicação de sua substituta. Consuelo foi, deste forma, a primeira mulher a ocupar um cargo de Diretoria num órgão público municipal no Ceará. Com a sua aposentadoria do IPM, com grande vitalidade e disposição, Consuelo assumiu, na administração do então prefeito Evandro Aires de Moura, a partir de 1973, as funções de Diretora Administrativa na Fundação Educacional de Fortaleza (FUNEFOR). Ali trabalhou por 16 anos ininterruptos. E só parou de trabalhar quando a compulsória lhe chegou, em 1990, tendo sido aposentada por ato do então prefeito Juraci Vieira Magalhães, em 21.08.1990. 

Ainda na sua juventude, por quase 14 anos, Consuelo recorda que viveu muito intimamente ligada à casa do Padre Cícero, pelos laços de grande amizade de sua família e a casa do Patriarca. Aliás, o comércio de artigos religiosos da família, a sede da Coletoria Federal e a residência de Padre Cícero e Floro eram três casas juntas na antiga Rua Nova. Quando Padre Cícero faleceu, Consuelo não foi uma das que estiveram presentes ao seu velório, ainda residia em Olinda, e esta foi das mais profundas tristezas que a vida lhe reservou. Na casa de Consuelo, frequentemente, o mestre Chiquinho barbeiro ia cortar o cabelo Padre Cícero, que ali sempre trocava de batina, deixando-a para ser lavada. Por muitos anos, Consuelo guardou com carinho uma destas preciosas batinas, um presente que o patriarca lhe destinara.

Recentemente, em 22.07.2011, Consuelo Figueiredo recebeu homenagens da municipalidade juazeirense, com uma placa comemorativa e da Comissão do Centenário de Juazeiro do Norte, um diploma de Honra ao Mérito pela sua colaboração ao desenvolvimento da cidade, entregues em cerimônia no Memorial Padre Cícero. Quem hoje visita Maria Consuelo de Figueiredo, a Consul – o tratamento carinhoso para com a amiga afetuosa, fiel e devotada, em sua acolhedora residência da rua Pinto Madeira vai encontrar naquele recanto que lhe cerca no dia-a-dia a imagem plena de uma mulher realizada, feliz e em paz com a vida e com os seus. Expressa com alegria e espontaneidade a gratidão por pessoas que foram muito importantes na sua vida, como os irmãos Bezerra (Alacoque, Adauto e Humberto, especialmente), bem como da inesquecível amiga e professora Generosa Ferreira Alencar, dentre muitos outros, mercê de seu reconhecimento. São de Alacoque e Generosa os termos destas homenagens a Consuelo:

“Consul, você é uma das pessoas mais queridas que tenho. É uma irmã adorável que tenho e que quero conservá-la a vida inteira. É desejo meu terminarmos juntas para alegria minha e sua. Um beijão, Alacoque.”

Consul, irmã amiga: A amizade é uma árvore plantada no coração. Cria raízes profundas, flores e frutos. A amizade que te dedico desde a tua infância, é perene. Tem raízes na tua família e na ligação da mesma com o Padre Cícero. Ela não morrerá e será tão duradoura quanto couber na minha e na tua existência. Um amplexo carinhoso da amiga que te dedica muito afeto e carinho. Generosa Ferreira Alencar” 

Sorridente e brincalhona ela recorda diariamente o povo e o lugar do Juazeiro. Não tendo constituído família, vive esta plenitude de dedicação a tantos sobrinhos e sobrinhos-netos que lhe cercam com o afeto que expressam a gratidão por todo este serviço espontâneo e duradouro de sua existência. Adotou, criou e educou para vida o Jasson, hoje um oficial saído das Agulhas Negras, tenente da carreira militar no Rio de Janeiro. Na sua sala de estar, as paredes revelam, ao primeiro contato, a reprodução fiel deste calor que foi emanado do seu Joazeiro, desde a meninice buliçosa de uma garota que entrava e saia da casa do Padre Cícero, onde ali se reservava um prato farto de almoço, a bênção do santo padrinho e a convivência com os da casa, como se esta fosse a sua própria. E não precisava muito. Bastava dizer: “ - Mestre Antonio, é a Consuelo!!!” e a porta se lhe abria. Como todo juazeirense, devota de Nossa Senhora das Dores, fiel à herança do Patriarca Padre Cícero Romão Baptista, Maria Consuelo de Figueiredo é merecedora de nossa admiração e das nossas homenagens, na oportunidade em que rogamos, com nossas orações aos nossos santos, para que sobre si e sua família inteira, se derramem graças por todos os anos de sua existência benemérita. É este o tamanho do nosso orgulho e do nosso carinho. 

O CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI


CINE CAFÉ VOLANTE (CASA GRANDE, NOVA OLINDA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Nova Olinda (Fundação Casa Grande), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 11, sexta feira, às 19 horas, o filme OS OITO ODIADOS (The Hateful Eight, EUA, 2016, 168 min). Direção de Quentin Tarantino. Sinopse: Durante uma nevasca, o carrasco John Ruth (Kurt Russell) está transportando uma prisioneira, a famosa Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), que ele espera trocar por grande quantia de dinheiro. No caminho, os viajantes aceitam transportar o caçador de recompensas Marquis Warren (Samuel L. Jackson), que está de olho em outro tesouro, e o xerife Chris Mannix (Walton Goggins), prestes a ser empossado em sua cidade. Como as condições climáticas pioram, eles buscam abrigo no Armazém da Minnie, onde quatro outros desconhecidos estão abrigados. Aos poucos, os oito viajantes no local começam a descobrir os segredos sangrentos uns dos outros, levando a um inevitável confronto entre eles.
CINE ELDORADO (JUAZEIRO DO NORTE)
O Cine Eldorado (Cantina Zé Ferreira, Rua Padre Cícero, 158, Centro, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com a curadoria e mediação do prof. Edmilson Martins, exibe no dia 11, sexta feira, às 19 horas, dentro do Festival Mazzaropi, o filme UMA PISTOLA PARA JECA (Brasil, 1970, 90min). Direção de Ary Fernandes. Sinopse: Gumercindo trabalha em uma fazenda e tem uma filha chamada Eulália. Esta é seduzida por Luiz, filho do fazendeiro coronel Arnaldo, que a engravida. Nove anos depois, a criança com o nome de Paulinho é alvo de fofocas dos colegas por não ter pai. Gumercindo pressiona seu patrão, cel. Arnaldo, para que exija o casamento de Luiz com Eulália, afim de resolver o problema do neto. Mas o fazendeiro é um homem sem escrúpulos, ladrão de gado e expulsa Gumercindo de suas terras. Este, então, une-se a fazendeiros vizinhos para o ajuste de contas. Luiz, prestes a casar-se com a filha do cel. Bezerra, é assassinado, recaindo as suspeitas sobre Eulália.
CINE CAFÉ (CCBNB, JUAZEIRO DO NORTE)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte), realizando sessões semanais de cinema no seu Cine Café, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no dia 12, sábado, às 17:30 horas, o filme ENTRE A LOURA E A MORENA (The Gang’s All Here, EUA, 1943, 103min). Direção de Busby Berkele. Sinopse: Uma cantora chamada Edie Allen conhece o Sargento Andy Mason, mas este deve cumprir uma missão no Pacífico. Após uma festa onde eles se reencontram, Edie descobre que Andy e seu pai são ricos e, além disso, ele está prestes a se casar com uma moça chamada Vivian.

INFORMATIVO ROMARIA
Já está circulando, sendo remetido para os mais distantes rincões dessa Nação Romeira mais uma edição do Informativo Romaria, editado pela Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores. É a edição 74, no seu sexto ano de comunicação com o povo da Mãe de Deus. Nessa edição, uma matéria especial sobre as Vocações em que procura saber qual a influência teve o Pe. Cícero na vocação sacerdotal de alguns padres, como o Pe. Cássio Santos de Souza (Pároco da Paróquia São José de Anchieta da Arquidiocese de Aracaju, SE; do Pe. José Alex (Pároco da Paróquia de Nossa Senhora das Brotas, Arquidiocese de Maceií, AL e do Pe. Robson Paulo (Vigário Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, em Macau, da Arquidiocese de Natal, RN).



NOVOS LOGRADOUROS PÚBLICOS
LEI N.º 4.738, DE 27 DE JULHO DE 2017: Art. 1º - Fica denominada de RUA DANIEL TAVARES DE LIRA, a rua conhecida como Rua 15 de Novembro, sendo a primeira paralela Leste a Rua São Jorge, como início na Rua do Cruzeiro e término na Rua Santa Luzia, sentido Norte/Sul, no bairro São Miguel, nesta cidade. AUTORIA: Vereador Márcio André Lima de Menezes. COAUTORIA: Vereador José Adauto Araújo Ramos. 

LEI N.º 4.740, DE 27 DE JULHO DE 2017: Art. 1º - Ficam denominadas as artérias públicas do Loteamento BENFICA, no bairro Leandro Bezerra de Menezes, nesta cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, a saber: I – RUA EXPEDITO RAMOS DA SILVA, a rua projetada entre as Quadras “A” e “B” do Loteamento Benfica, com início na Rua Otílio Gomes de Souza, sentido Norte/Sul, e final na Travessa Projetada 01, nesta cidade; II – RUA ERIDON TAVARES RIBEIRO, a rua projetada entre as Quadras “B” e “C” do Loteamento Benfica, com início na Rua Otílio Gomes de Souza, sentido Norte/Sul, e final na Travessa Projetada 01, nesta cidade; III – RUA MARIA DE FÁTIMA GONÇALVES CRUZ, a rua projetada entre as Quadras “C” e “D” do Loteamento Benfica, com início na Rua Otílio Gomes de Souza, sentido Norte/Sul, e final na Travessa Projetada 02, nesta cidade; IV – RUA ELOÍSA ASSUNÇÃO FEITOSA, a rua projetada entre as Quadras “D” e “E” do Loteamento Benfica, com início na Rua Otílio Gomes de Souza, sentido Norte/Sul, e final na Travessa Projetada 02, nesta cidade; V – RUA ANTÔNIO CONSERVA FEITOSA, a rua projetada entre as Quadras “E” e “F” do Loteamento Benfica, com início na Rua Otílio Gomes de Souza, sentido Norte/Sul, e final na Travessa Projetada 03, nesta cidade; VI – RUA MIRABEU ALVES FEITOSA, a rua projetada entre as Quadras “F” e “G” do Loteamento Benfica, com início na Rua Otílio Gomes de Souza, sentido Norte/Sul, e final na Travessa Projetada 03, nesta cidade; VII – RUA BRENDA FERNANDES BEZERRA, a rua projetada entre as Quadras “G” e “H” do Loteamento Benfica, com início na Rua Otílio Gomes de Souza, sentido Norte/Sul, e final na Travessa Projetada 04, nesta cidade; AUTORIA: Vereadora Rita de Cássia Monteiro Gomes.

JUAZEIRO & PADRE CÍCERO: TESE
Recebi e agradeço a gentileza do amigo Daniel Walker que me remeteu a via eletrônica de uma Tese de Doutoramento de JOAQUIM IZIDRO DO NASCIMENTO JUNIOR, sob o título de COMO PENSAM OS MORTOS: IDEOLOGIA MODERNA, CATOLICISMO E ESPIRITISMO KARDECISTA EM JUAZEIRO DO NORTE/CE. Essa tese foi apresentada, defendida e aprovada perante o Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Pernambuco, como requisito parcial para a obtenção do título de Doutor em Antropologia, em 24.02.2017, cuja BANCA EXAMINADORA foi composta por : Profª. Drª. Roberta Bivar Carneiro Campos (Orientadora, Universidade Federal de Pernambuco, UFPE); Profª. Drª. Mísia Lins Reesink (Examinadora Interna, UFPE); Profª. Drª. Ana Cláudia Rodrigues da Silva (Examinadora Interna, UFPE); Profº. Dr. Delcides Marques (Examinador Externo, UF do Vale do São Francisco) e Profº. Dr. Antonio Mendes da Costa Braga (Examinador Externo, Universidade Estadual Paulista-UNESP).

Eis o RESUMO da Tese: “A pesquisa busca compreender o espiritismo kardecista na cidade de Juazeiro do Norte, importante centro de peregrinação católico, localizada ao sul do estado do Ceará. Utilizando, como perspectiva, a teoria Ator-Rede, do antropólogo Bruno Latour, o trabalho apresenta trajetórias individuais que perpassam vários contextos históricos, bem como percursos de interlocutores espíritas moradores da cidade. O principal argumento é de que o espiritismo kardecista pode ser considerado um exemplo emblemático de uma ideologia moderna, que apresenta o individualismo e a hierarquia como valores centrais, conforme ideias do antropólogo Louis Dumont. Ainda que o trabalho tenha levado em conta as diferenças entre os mais diversos contextos, ele aponta para a renovação dessa mesma ideologia nos exemplos trazidos. A pesquisa problematiza a classificação dicotômica entre espiritismo francês e brasileiro e sugere enunciados comuns entre essas duas versões. Nas considerações finais, a análise mitológica é utilizada na identificação de relatos recombinados em redes, que geram novas explicações e incluem a percepção de que tanto o espiritismo como a antropologia guardam, em suas concepções de mundo, elementos associados aos mitos e rituais.” 

Nas suas 195 folhas, a Tese contempla os seguintes capítulos, nos quais são tratados os seguintes temas: 1.INTRODUÇÃO (O campo de pesquisa; Antropologia da Religião; A modernidade e a multiplicação de fronteiras; A construção dos modernos; Trajetórias individuais e a tese em capítulos); 2.A SALVAÇÃO EM NOME DE DEUS (Os capuchinhos e os Cariri; Entre a ilusão e o real; O vale do Cariri e os Padres; O fenômeno sobrenatural; Os novos missionários em espiral; Catolicismo oficial versus Catolicismo popular; Juazeiro do Norte, o “bico do compasso”); 3. O ESPIRITISMO NA FRANÇA (Rivail, o pedagogo; Os livros queimados; Ciência, filosofia e religião; Kardec e o Espiritismo; Algumas outras explicações); 4 O ESPIRITISMO KARDECISTA NO BRASIL (Os mesmos enunciados; O contexto brasileiro; O médico dos pobres; Algumas inferências; A Federação Espírita Brasileira; A prática da caridade; Francisco Cândido Xavier; Chico Xavier e Humberto de Campos; Chico Xavier e a Caridade; As últimas décadas e o “desencarne”; Chico Xavier e o catolicismo); 5. SEGUINDO PESSOAS (“Quando eu li esse livro, aí foi como se o mundo abrisse”; “Se você não procurar um tratamento espírita você não vai ficar boa, porque medicina nenhuma lhe cura”; “Vai ter outro centro entrando”; “Vamos ler, vamos estudar”; “O destino de cada um tá nas mãos de Deus”; “Dentro da boca do lobo”; “Ninguém veio ao mundo pra sofrer, a gente veio pra ser feliz”; “Cada um tem seu nível”); 6. PRÁTICAS EM DOIS CENTROS ESPÍRITAS (Centro Espírita Paz e Amor (CEPA); Diálogo fraterno; O trabalho social; Centro Espírita Caminho da Luz (CECL); A mesa mediúnica); 7. O ESPÍRITO DE LUZ CÍCERO ROMÃO BATISTA (“O Padre Cícero era kardequiano”; “Um espírito altamente evoluído”; “O Padre Cícero que hoje eu conheço não é o Padre Cícero que hoje a Igreja Católica fala”); 8. CONSIDERAÇÕES FINAIS (O mito; O ritual; A antropologia como mito e ritual); 8. REFERÊNCIAS (bibliografia geral). 

Destaque-se aqui na comissão que participou da avaliação dessa Tese a orientadora Roberta Bivar Carneiro Campos que tem uma grande intimidade com o ambiente de Juazeiro do Norte, já tendo debruçado suas atenções para com manifestações da religiosidade popular da terra. Ela possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Pernambuco (1992), mestrado em Antropologia pela Universidade Federal de Pernambuco (1995) e doutorado em Antropologia Social - University of St. Andrews (2001). Atualmente é professora associada I da Universidade Federal de Pernambuco, pesquisadora e vice líder do Núcleo de Estudos do Cristianismo (UERJ), membro do LEC da UFPE Laboratório de Estudos avançados de Cultura Contemporânea, onde coordena o Observatório de Cultura, Religiosidades e Emoções (OCRE). Ela é ainda membro de comissões editoriais de diversas revistas entre elas, Revista Anthropológicas (UFPE), Altéra (UFPB), Vivência (UFRN), Interface (UNESP) e da Coleção Cadernos do GREM (UFPB). Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em emoções, atuando principalmente nos seguintes temas: ritual e religião, cultura e identidade, emoções, corpo e moralidade, materialidade e textualidade do sagrado. 

Destaca-se ainda em suas pesquisas sobre a história da antropologia no Brasil, das relações entre psiquiatria e antropologia, com especial foco no período da institucionalização da antropologia em Pernambuco. Mais genericamente seus trabalhos têm por preocupação investigar como a religião (através do corpo, emoções, textos e objetos) constitui as pessoas e suas relações sociais. Em sua produção intelectual podemos citar diversas contribuições da professora Roberta Campos, como os artigos em revistas: 

Em Juazeiro do Norte Nossa Senhora é Deus-Mãe: um feminismo mariano?. Religião e Sociedade, v. 33, p. 174-197, 2013. Contação de "causos" e negociação da verdade entre os Ave de Jesus, Juazeiro do Norte-CE.. Etnográfica (Lisboa), v. 13, p. 31-48, 2009. Como Juazeiro do Norte se tornou a Terra da Mãe de Deus: Penitência, Ethos de Misericórdia e Identidade do Lugar.. Religião & Sociedade (Impresso), v. 28, p. 146-176, 2008. Para além do Milagre do Juazeiro: sofrimento como sacralização do espaço, o caso dos Ave de Jesus-Juazeiro do Norte.. Estudos de Sociologia (Recife), v. 13, p. 165-174, 2007. Penitência como Cultura: penitência, "herança cultural" e modo de vida no Juazeiro do Norte.. Interseções (UERJ), v. 2, p. 111-126, 2006. Utopia e Sociabilidade: imagem de sofrimento e caridade numa comunidade de penitentes do Juazeiro do Norte. Revista de Antropologia (São Paulo), São Paulo, v. 46, p. 211-250, 2003. Imagens de Sofrimento e Caridade no Juazeiro do Norte: uma Visão Antropológica das Emoções na Construção da Sociabilidade. Revista Brasileira de Sociologia da Emoção, João Pessoa-PB, v. 1, n.1, p. 18-38, 2002. A Compadecida no Juazeiro do Norte: performance de imagens bíblicas e emoções entre os Ave de Jesus. Ilha. Revista de Antropologia (Florianópolis), Florianópolis, v. 4, p. 115-132, 2002.

Sofrimento, misericórdia e caridade em Juazeiro do Norte. Ciência e Trópico, Recife, v. 30, p. 253-266, 2002. Contação de Causos e Negociação da Verdade entre os Ave de Jesus - Juazeiro do Norte-CE.. In: 31o Encontro Anual da Anpocs, 2007, Caxambu. 31o Encontro Anual da ANPOCS, 2007.

Já o prof. Antonio Mendes da Costa Braga, que é professor e pesquisador do Departamento de Sociologia e Antropologia e do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp, SP, Brasil. Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, mestrado em Sociologia pela Universidade de São Paulo e doutorado em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atua nas áreas de Antropologia da Religião e Antropologia das Migrações. Ele também, além de ter integrado a Comissão instituída na Diocese de Crato para promover a Reabilitação do Padre Cícero, realizou uma pesquisa muito importante e que resultou no livro “Padre Cicero: Sociologia de um Padre, Antropologia de um Santo”. 1. ed. Bauru: EDUSC, 2008. v. 1000. 366p. Também é dele essa série de artigos em revistas: 

A Subida do Horto: Ritual e Topografia Religiosa nas Romarias de Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil. Debates do NER (UFRGS. Impresso), v. 1, p. 197, 2014. Devoção, lazer e turismo nas romarias de Juazeiro do Norte, CE: reconfigurações romeiras dos significados das romarias a partir de tensões entre as categorias turismo e devoção. PLURA, Revista de Estudos de Religião, v. 1, p. 149-161, 2010. Romeiros e romarias em todas as idades: Diferenças entre gerações e os sentidos e práticas romeiras nas romarias de Juazeiro do Norte, Ceará.. In: 25a. Reunião Brasileira de Antropologia, 2006, Goiania. 25a. RBA - Saberes e Práticas Antropológicas desafios para o século XXI, 2006. Mães romeiras do Juazeiro, Senhora Mãe das Dores: Representações e relações sociais relativas à figura materna nas romarias de Juazeiro do Norte - CE.. In: XXIX Encontro Anual da ANPOCS, 2005, Caxambu. 29° Encontro Anual da ANPOCS. São Paulo - SP: ANPOCS, 2005.

RECONHECIMENTO PÚBLICO
LEI N.º 4.739, DE 27 DE JULHO DE 2017: Art. 1º - Fica reconhecido de utilidade pública o INSTITUTO CULTURAL KARIRIS – INCKA, fundado em 24 de agosto de 2003, com sede e foro na cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, constituído como sociedade civil sem fins lucrativos, de caráter genuinamente democrático, sem qualquer distinção de raça, cor, sexo, credo religioso ou ideologia política e partidária, com objetivos de contribuir com o desenvolvimento social, educacional e cultural da comunidade, de duração por tempo indeterminado, regendo-se por seus estatutos sociais, bem como pelas leis, usos e costumes nacionais. AUTORIA: Vereador José David Araújo Silva.